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Vivendo a Espiritualidade com Convicção – São Francisco de Assis

A espiritualidade é movida pela paz e pelo amor incondicional e, para oferecer tanto uma quanto outro, nada melhor do que nos focarmos na conhecida Oração de São Francisco, um dos maiores homens que a humanidade conheceu, também chamada de Oração da Paz.

Forte em sua capacidade de se dedicar aos que precisavam, Francisco de Assis, que nasceu com o nome de Giovanni di Pietro di Bernardone, viveu no século XIII, na Itália, e se tornou conhecido no mundo todo por sua caridade e espiritualidade que, de certa forma, foi apropriada pela Igreja, muito embora a primeira intenção de Francisco fosse a de levar às pessoas o amor ensinado por Joshua, um judeu que dividiu a história da humanidade em períodos antes e depois de seu nascimento.

A Oração de São Francisco e sua origem

O que conhecemos hoje como Oração de São Francisco não foi escrita por ele, tendo origem de certa forma anônima, que iremos descobrir mais à frente.

A primeira vez que a oração apareceu foi em 1912, impressa inicialmente num boletim espiritual em Paris, na França. Depois, em 1916, a mesma oração foi impressa em Roma, numa folha de papel em que em um dos lados estava como oração e no verso a imagem de São Francisco de Assis.

Certamente foi essa associação e também o fato de que o texto da oração reflete profundamente o espírito franciscano, inspirado pelo cristianismo original, que levou a oração a ser considerada como de São Francisco, passando a ser divulgada como se fosse de sua autoria.

Com a fama de Francisco de Assis, a oração se tornou conhecida praticamente no mundo todo, da mesma forma que a famosa oração do Evangelho, o “Pai Nosso” que, de acordo com Mateus, foi ensinada pelo próprio Jesus.

A Oração de São Francisco é um texto pequeno, mas cheio de boas intenções e ideias. O texto sugere que levemos o amor onde houver ódio e que tenhamos alegria suficiente para espantar a tristeza, sendo algo tão fácil de compreender e de gostar, mas tão difícil de executar.

“Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe,
São perdoando que se é perdoado,
E é morrendo que se vive para a vida eterna.”

 

Quando foi publicada no ano de 1912, na revista francesa intitulada La Clochette, a oração não tinha qualquer assinatura e trazia o título de “Oração bonita para fazer durante a missa”. Hoje, a beleza da letra tornou-a universal e ela é também chamada de Oração pela Paz.

Esse novo título foi dado à oração pela mensagem de paz e esperança que trazia para as pessoas, tendo ganhado maior força ainda durante a Primeira Guerra Mundial. No ano de 1916, a oração foi publicada no jornal oficial da Santa Sé, em Roma, “L’Osservatore Romano”.

Traduzida para diversos idiomas, a mais antiga versão conhecida no Brasil foi publicada nos Anais da Câmara dos Deputados, em 1957.

Hoje, já não importa mais a real autoria da oração. A mensagem do texto resistiu ao tempo e vem se mostrando cada vez mais importante em nossa vida diária.

Em Assis, cidade onde viveu Francisco, a oração era denominada de “Oração Simples”, e se tornou popular principalmente quando os frades do Sacro Convento a imprimiram com a imagem do santo.

Conhecemos o restante da história: a difusão da oração ocorreu no mundo todo e muitas e muitas músicas foram inspiradas nesse pequeno texto que precisa permanecer no coração de todas as pessoas.

Uma oração ecumênica

A Oração pela Paz se tornou praticamente a oração oficial dos escoteiros e das famílias franciscanas. Os anglicanos consideram como a oração ecumênica por excelência e algumas igrejas protestantes já a adotaram como texto litúrgico.

O texto da oração foi pronunciado em uma das sessões da ONU e, nos últimos anos, vem sendo acolhida por outras religiões até mesmo não cristãs, já que Assis se tornou o centro mundial do ecumenismo e do diálogo entre as religiões.

O segredo dessa divulgação, evidentemente, se deve ao fato de que a oração é atribuída a São Francisco, mas não é apenas isso: o texto possui uma grande riqueza de conteúdo que, unida à sua simplicidade a torna uma invocação ao nosso espírito para a fraternidade e para a busca de nosso semelhante como igual.

A oração possui grande concordância com o espírito e o estilo franciscano, sendo um texto simples e original, próprio da humildade que devemos manter diante da grande sabedoria do Universo.

Tinha razão Francisco de Assis quando preferia os pobres e os humildes e teve razão quem buscou nessa simplicidade tudo aquilo que devemos experimentar em nossas próprias vidas para encontrar a fraternidade que tanto precisamos nesses tempos escuros que se aproximam.

Pela Oração da Paz, ou Oração de São Francisco, podemos entender que onde existe caridade e sabedoria, não há lugar para o medo ou para a ignorância; onde existe paciência e humildade, não existe espaço para a raiva ou a perturbação; onde encontramos a pobreza junto com a alegria, não teremos lugar para a avareza e a cobiça; onde existe paz e meditação, o nervosismo e a dissipação não são bem-vindos.

Tudo isso faz com que a oração seja considerada como franciscana pela maior parte das pessoas e, mesmo que isso não seja verdade, certamente o pobre de Assis não se importaria nem um pouco em emprestar seu nome a ela.

 

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Eu sou Anita, estudiosa dos mistérios ocultos que envolvem nosso planeta e a humanidade. Gosto de divulgar conhecimentos sobre a espiritualidade e as mensagens da querida Federação Galáctica formada por seres de luz, que nos trazem informações para ajudar o nosso planeta e seus habitantes no processo de ascensão pessoal e coletivo. O ego é limitante, não possibilita a evolução da consciência e nela precisamos colocar a ideia do diferente e aceitá-la. Somente com a expansão da consciência poderemos mudar a nossa realidade. De mãos dadas nos abrimos ao progresso e ao amor que é a mais pura energia do universo. Não estamos sozinhos e precisamos abrir nossas mentes e nossos corações para recebermos os aprendizados que sempre nos são transmitidos. Procuro depositar todos os anseios no poder do criador, acredito na abundância, no amor, aprecio o mover da justiça. Meu propósito é divulgar a grande proteção e amor que recebemos dos seres iluminados, aprender a encorajá-los a enxergar além do que os olhos mostram, para experimentarem as coisas mais lindas e sublimes existentes na nossa realidade. Oferecer a visão de sentirem no coração a graça da plenitude e energia cósmica. Precisamos nos renovar e restaurar o arranjo da excelência, abrir nossos olhos e ouvidos para a verdade. Temos força, temos luz e podemos gerar tudo o que desejamos. A espiritualidade representa o novo amanhã. Meu único filtro é o coração, não sigo dogmas, religiões ou tradições. É preciso haver luz, é preciso haver cura, é preciso haver o bem. Bençãos!

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