O que é Cabala e o que ela pode fazer de bom por você

A Cabala é baseada na Torá, o livro sagrado do judaísmo que foi revelado por Deus a Moisés no Monte Sinai. A Torá inclui os 5 primeiros livros da Bíblia, narrando desde a criação do mundo até a saga do povo de Israel através do deserto em busca da Terra Prometida.

A riqueza dos pergaminhos, no entanto, vai muito mais além de uma simples narrativa. De acordo com a Cabala, os livros possuem 304.805 letras, com significados ocultos sobre Deus e sobre as leis do Universo.

Usando chaves numéricas e meditações para descobrir esses mistérios, é possível tirar lições das histórias apresentadas no texto.

O segredo da Cabala

O grande segredo da Cabala é relacionar palavras e números da Torá de uma maneira específica. A origem da Cabala está no Sefer Ietsirá, o Livro da Criação, uma obra que não se sabe quando ou por quem foi escrita.

A Cabala apresenta a ideia de que Deus criou o Universo através das 22 letras do alfabeto hebraico e o Sefer Ietsirá é o detalhamento da combinação das letras por Deus.

O livro apresenta também a ideia de Sefirot, palavra que é plural de Sefirá, que significa “reino”, “esfera” ou “contagem”, dependendo da tradução. As Sefirot são em número de 10, consideradas também como instrumento da criação do Universo.

Como foi divulgada a Cabala

A Cabala começou a ser divulgada mais amplamente no século XIII, quando Moisés de León, um espanhol, publicou o Sefer Ha Zohar, o Livro do Esplendor, que continha as regras que se consolidaram sobre o que conhecemos hoje da Cabala.

No Livro do Esplendor, cada Sefirá está conectado a uma forma como Deus deve atuar, assim como a um personagem da Bíblia. Assim, por exemplo, a Sefirá de Chessed está ligada ao amor e a Abraão.

Dessa maneira, quando lemos Abraão na Torá, devemos também ver esse aspecto de misericórdia divina, ou seja, o amor que Deus usa para agir no mundo.

Como interpretar a Cabala

Evidentemente não podemos neste pequeno artigo desvendar todos os mistérios da Cabala. Podemos apenas informar como usar as associações entre os aspectos divinos e as passagens da Torá.

A Torá deve ser interpretada utilizando a numerologia judaica, ou guimátria, que tem como princípio que cada uma das 22 letras do alfabeto hebraico (do alef ao tav) possui um valor numérico.

As primeiras 9 letras estão associadas às unidades, enquanto as 9 letras seguintes estão associadas às dezenas e as últimas 4 às centenas.

Quando usamos os números como letras, encontramos significados ocultos que expandem nossos conhecimentos sobre a Torá. Muito embora as histórias da Torá não tenham relação com a vida diária, a Cabala nos mostra que, por trás delas, existem profundos ensinamentos, principalmente sobre como lidar com nossos semelhantes e como encarar as situações.

Usando a Cabala em nossa vida

A Cabala nos ensina a ser proativos, deixando de lado o papel de vítima, mantendo o controle sobre as situações. Com a Cabala podemos aprender a parar, pensar e buscar a melhor forma de agir em cada instante.

Os ensinamentos da Cabala podem ser aplicados nas mais diversas situações, desde um encontro com um amigo a uma atividade profissional. Abraão, por exemplo, ensinava às pessoas que havia apenas um único Criador e que existe em nossa vida a lei de causa e efeito e, assim, ensinava uma forma de encarar a vida.

No estudo da Cabala podemos aprender a usar as ferramentas, desde as mais simples, que são feitas de combinações de letras e que são simplesmente chaves, funcionando como um mantra para medicação.

Na Cabala, através do Zohar, aprendemos que os olhos são as janelas da alma e, quando temos diante de nós todas as sequências, aprendemos como mudar espiritualmente nossa vida. Assim, o processo de visualização alimenta nossa alma e nos torna proativos.

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